É, meus amigos, o tempo passa rapidinho, mas quem viu jamais esquecerá. Há 55 anos, no campo santo de Quintino, nascia o maior ídolo da História do Flamengo.
Sei que o dia 3 de Março, gravado em ouro no calendário religioso do Flamengo, traz sempre muita emoção para qualquer fiel. No que depender desse Urublog, hoje não será diferente.
Fique aí com duas homenagens ao Maior de Todos! Parabéns, Zico! Se Ele quiser, nos vemos ainda esse ano em Tokyo!
Sábio é o apotegma que reza que o maior inimigo do bom negócio é o excelente negócio. Só o olho grande pra justificar o vacilo que a Globo, a Ferj, o juiz, a Petrobras e Microsoft deram ao deixar o Flamengo ganhar do Resende com 4 gols roubados! Não havia a menor necessidade.
Pô, assim os manés vão desconfiar da nossa armação pra entregar a Taça Rio na Gávea e acabar com esse Carioca logo. E que ninguém venha dizer que o Flamengo não fez sua parte no dischavo. Deixamos os caras fazerem dois gols! No primeiro então, todo mundo viu o esforço que o Bruno The Wall fez pra não pegar o penal. A paradinha reversa que ele deu quase quebra a espinha do batedor, mas felizmente deu tudo certo e a bola foi pro barbante.
É verdade que o inexperiente Thiago Salles ficou de otarice, tentando o gol toda hora e acabou fazendo um esquisito gol de cangote. Deve ter levado um belo de um esporro no vestiário. Ainda bem que acabou o primeiro tempo com a gente perdendo. Até aí tava tudo certo.
Mas no segundo tempo foi um desastre. O juiz pirou, invertia faltas, interrompia os perigosos ataques do Resende, beneficiando o Flamengo acintosamente. Com o juiz pouca - prática dando tanta bandeira assim o que o Flamengo podia fazer? Foi metendo seus golzinhos muito a contragosto e colocando o Mengão na previsível, óbvia e inconveniente liderança da Taça Rio.
Fazer o quê, não é mesmo? Ser Flamengo é perrengue constante. Quer ganhar roubando, tudo bem, faz parte. Mas tem que orientar melhor a juizada do esquema. Se for todo jogo desse jeito amadorístico vai acabar sujando. Já dizia o jovem e preclaro P.D.R.S. diante do juiz da Vara de Menores: - Quem quer fazer as paradas erradas tem que saber trabalhar direito.
Eu quero ver o que vai acontecer Eu quero ver o que vai acontecer Quando Zumbi chegar Zumbi é senhor das guerras È senhor das demandas Eu quero ver o que vai acontecer Quando Zumbi chegar Angola gongô benguela Monjolo capinda nina Quiloa rebolo Aqui onde estão os homens Há um grande leilão Dizem que nele há Um princesa à venda Que veio junto com seus súditos Acorrentados num carro de boi Eu quero ver Eu quero ver Eu quero ver Angola gongô benguela Monjôlo capinda nina Quiloa rebolo Aqui onde estão os homens Dum lado cana de açúcar Do outro lado o cafezal Ao centro senhores sentados Vendo a colheita do algodão tão branco Sendo colhidos por mãos negras Eu quero ver Eu quero ver Eu quero ver Quando Zumbi chegar O que vai acontecer Zumbi é senhor das guerras È senhor das demandas Quando Zumbi chega e Zumbi É quem manda Eu quero ver Eu quero ver Eu quero ver
Meus amigos e minhas amigas da poderosa, bem vestida e fecunda torcida do Flamengo, vamos deixar os aspirantes à vice de lado agora e nos concentrar em coisas mais importantes. Por mais engraçado e esculachante que um mico seja, depois de ser exibido um sextilhão de vezes acaba perdendo a graça e matando a piada. O chororô da Botafogo já perdeu a graça, vamos partir pra outra.
Como a boa educação e o nosso elevado senso de justiça nos impedem de zoar o pequeno e bravo Resende (que será o primeiro adversário perigoso do Flamengo em 3 semanas), vamos ficar sacaneando os vascaínos mesmo. Por mais desagradáveis que eles sejam temos que admitir uma coisa: eles sabem perder pro Mengão que nem homens. É aquele negócio, o futebol está cada vez mais competitivo. Até pra ser vice se exige experiência.
Aproveito a oportunidade para saudar a volta de um dos melhores blogs de humor involuntário do Brasil, o impagável (e imprestável) Observatório Vascaíno. O famoso site de bioenergética e desabafo viceíno estava sem atualizar desde a última vergonhosa e amarelante derrota do vice eterno frente ao Mengão Fuderosão, na semi da TG. Mas ao que parece os privilegiados crânios bacalhaus já desincharam e eles voltaram ao montyphitoniano blog essa semana com a corda toda. São todos uns pândegos.
Não posso deixar de parabenizar os seus vice-editores pela magnífica e oportuna (do ponto de vista comercial então, nem se fala) guinada na linha editorial. Provavelmente cansados da tarefa inglória de tentar atrair leitores para os vis e enfadonhos assuntos do dia-a-dia cruzmaltiano na pocilga, os pensadores do Observatório Vascaíno decidiram que a partir de agora o blog se dedicará exclusivamente ao assunto de maior interesse da sofrida torcida bacalhau: O Flamengo.
Até que enfim os caras deram uma dentro, o blog ficou muito melhor. Meus sinceros parabéns. Não deixem de ler, principalmente os comentários. Só tem pérola. Se você, como eu, já não agüenta mais zoar os microscópicos alvinegrinhos, esse é o lugar certo pra rir muito.
Juro pra vocês que não estava mais a fim de escrever sobre o lacrimogênio foguinho, mas como eles não estão conseguindo sossegar o fiofó, voltaremos com tudo ao assunto. Antes que eles fechem definitivamente as portas.
Lamentavelmente, vou ter que falar no Túlio-Pede-Pra-Sair. Pra que não sabe de quem se trata, afinal ele é um bocado obscuro, Túlio-Pede-Pra-Sair é um cara que eticamente chuta a cabeça de colegas de profissão caídos. Que ao constatar a iminência de uma derrota tenta eticamente abandonar o gramado como se fosse uma mocinha que levou bolada jogando queimado. Em resumo, um jogador sem títulos e sem qualquer expressividade no futebol brasileiro.
Lembrou da peça? Agora você acha que um bucha virtualmente desconhecido desses pode agarrar um microfone e falar em profissionalismo ou tecer comentários sobre a proeminência de carreiras alheias? Para isso seria necessário que ele antes construísse sua própria carreira. Carreira de jogador de futebol e não de comentarista da vida alheia.
Túlio-Pede-Pra-Sair tá sofrendo de três moléstias graves. Se não nasceu com elas, deve ter as contraído no insalubérrimo e pouco másculo ambiente do time de bonecas. Do técnico ele pegou essa mania de chorar sempre que as coisas não saem como o planejado e buscar culpados fora do seu grupo de derrotados. Pelo vice de futebol foi contaminado pelo vírus que desconecta a língua do cérebro, fala sem pensar. E do Presidente ele pegou o amarelismo galopante, que treme as pernas e faz correr pra casa latindo fino.
Túlio-Pede-Pra-Sair, vai se tratar. Ainda estamos em fevereiro e você já é a piada do ano. Se poupe, rapaz. Se poupe, pois desse jeito vai acabar que nem o Vampeta, e com muito menos títulos e dinheiro que ele. E vê se tira a ética da boca. Quem realmente a possui sabe que o único lugar onde ela funciona é na consciência.
Arthur Muhlenberg é carioca e publicitário. Entre seus mais importantes prêmios estão o gol de Rondineli em 78, os 6 x 0 na cachorrada, o sacode no Liverpool no Mundial Iinterclubes, o golaço de Pet no quarto Tricampeonato Carioca e o Pentacampeonato Brasileiro.