Quando a ordem é injusta, a desordem é já um princípio de justiça
Romain Rolland
Já foi dito por pessoas que entendem do Direito e das Leis que a importância da justiça desportiva para a Justiça é análoga `a importância da música militar para a Música. Mesmo sabendo que o STJD é sério candidato ao titulo de franquia mais avacalhada de todo o Judiciário nacional dessa vez eles exageraram em suas incongruências. Se o STJD quer continuar a usar a marca Justiça em seu nome como é que pode suspender o Obina por 120 dias por uma cotovelada que não pegou e deixar em campo, em escandalosa impunidade, o cara que no mesmo jogo deu uma patada no Ibson pra quebrar?
Um tribunal para fazer jus ao nome precisa ter credibilidade, critérios e transparência. Um tribunal que absolve um caso escandaloso de dopagem ao arrepio das leis internacionais, legitima a violência de beques carniceiros e não combate com o rigor exigido pela sociedade o uso de recursos ílicitos e dinheiro sujo pelos clubes de futebol pode ter tudo, menos credibilidade, transparência e legitimidade. É uma alegoria de tribunal, uma tapadeira pintada que serve de cenário para uma chanchada protagonizada por procuradoers e aspones mais preocupados com os holofotes do que com a lisura dos certames.
Ainda que revoltante, demagógica e inócua no combate a violência, a decisão espúria desse teatro de fantoches não causa surpresa. Os brasileiros tem aprendido ao longo de anos e anos de capitanias hereditárias, sesmarias, ditaduras, quarteladas e democracias de meia-tigela que é assim que a banda toca. Henry David Thoreau, um escritor do tempo do onça, no seu clássico Walden, cunhou uma frase sensacional sobre essa dicotomia entre o que é justo e o que é legal que se baseia no argumento de que, muitas vezes, infringir uma lei injusta é a coisa mais justa a se fazer. " Sob um governo que aprisiona alguém injustamente, o lugar certo para um homem justo é também numa prisão." Quando a gente vê que o Obina foi condenado e o Renan absolvido essa frase ganha ainda mais força e atualidade.
Mengão Sempre
Allan Kardec é Raça-Fla
À exemplo da partida de quarta-feira contra o vice-líder do Brasileiro, o jogo de ontem contra o vice-eterno demonstrou que o elenco do Flamengo está absolutamente no mesmo nível dos demais competidores do Brasileiro. Mesmo com o Mengão desfigurado por seis reservas e sendo obrigado a fazer duas mudanças por motivo de contusão ainda nos primeiros minutos do primeiro tempo, o vice só conseguiu fazer 1 gol na gente por causa do vacilo do Bruno, procurando o vendedor de mate na hora que os caras bateram o córner. Admito que eles só fizeram 1 gol também porque é verdadeira a musiquinha sobre o Bruno que diz: PQP! É o melhor goleiro do Brasil!
Apesar do resultado chocho, foi um belo clássico. Disputado com vigor e respeito às torcidas, os dois times fizeram tudo que estava ao seu alcance e, principalmente, suaram as camisas. Clássico com casa cheia, obviamente com mais gente do nosso lado, a amarela deles tava cheia de vazios, mas isso já era de se esperar. O bacalhau teme o Urubu e só bota a cara quando tem muita certeza da vitória. Infelizmente, duas cepas de parasitas nocivas disfarçadas de torcedores do Flamengo se estranharam mais uma vez nas arquibancadas e voltaram a sair na porrada fratricida que tanto envergonha os torcedores legítimos. Fora isso, pelo menos dentro do estádio o que se viu foi a proverbial civilidade carioca e nenhum problema entre as torcidas rivais. Não dá nem pra comparar, futebol no Rio é show.
Claro que poderíamos ter ganhado do bacalhau ontem se o juiz não fosse tão ladrão, mas nem vou entrar nesse nhém-nhém-nhém de que fomos prejudicados pela arbitragem. Além de não adiantar nada ficar encontrando desculpas para a incompetência em vencer um freguês, torcer pro Flamengo é pra homem e chororô é coisa de botafoguense que não ganha nadaaaaaaa. Pros sofredores da cruizdemauta foi uma pena que SE, TALVEZ e QUASE não tenham jogado e por essas ausências eles estão se lamentando. O rubro-negro é diferente e vê sempre o lado positivo das coisas. Prefiro ir nessa onda e comemorar o fato de Allan Kardec ter nascido com aquela caixa craniana gigantesca. Valeu, Cabeção!
Mengão Sempre
O bacalhau já tá de molho!
E a torcida mais decisiva do Brasil já está preparada para a tradicional refeição da familia rubro-negra. O Maracanã vai bombar com mais uma edição do Clássico dos Milhões. Só tem uma coisa em que rubro-negros e viceínos concordam: as torcidas tem tudo para dar um show se esquecerem a babaquice de ir no estádio pra brigar e incentivarem seus times na PAZ.
Se o script for cumprido corretamente, e a inalterável hierarquia da cadeia alimentar for respeitada, teremos um jogo muito disputado, muito catimbado e com mais uma vitória do Flamengo no final. Pelo menos desde 1922, quando eles perderam a primeira partida pra nós no Torneio Início, tem sido assim: o bacalhau até que tenta fazer uma graça, mas no final acaba devorado pelo Urubu.
Na real, a gente não quer nem saber quem é que vai estar do outro lado. Foi a História que nos ensinou. Contra os caras, somos mais o Mengão e ponto final.
Mengão Sempre
Troféu Freguês
Apesar de não me render um mísero ceitil, ser o blogueiro da torcida do Flamengo no império monopolista Globo.Esporte.com me enche de orgulho e moral, recompensas bem mais duradouras que o vil metal. Mas tenho noção da enorme responsabilidade que essa missão cívica traz embutida. Por isso não posso me furtar ao dever de dizer aqui, sempre que for possível, adequado e politicamente correto, a verdade. Duela a quiem duela.
E a grande verdade é que faz um tempão danado que não ganhamos do bacalhau imundo quando o jogo não vale nada. Amigos rubro-negros, não se enganem com nossa folgada vantagem numérica nos confrontos diretos com os esmulambados que envergam o pano-de-chão (comprovadamente a camisa feia mais horrorosa do Brasil). As 6 vitórias a mais e os 5 gols de vantagem em 357 partidas disputadas desde 1922 são números muito significativos, mas não servem para esconder os fatos. E por mais dura que seja, temos que admitir a verdade: O Flamengo precisa que haja uma Taça em disputa para poder ganhar do vasquinho.
Foi só por essa razão singela que conseguimos vencer aqueles dois joguinhos sem importância dos dias 19 e 26 de julho do ano passado. Esses dois joguinhos, de maneira ainda inexplicável para a ciência, foram apagados das diminutas memórias vascaínas. Só pode ser algum problema relacionado ao cérebro, equipamento que, como sabemos, nos vascaínos não é original de fábrica. Nos últimos dias vi um monte de bacalhau amnésico esbravejando por aí que nós não ganhamos deles há não sei quantos anos em campeonatos nacionais. E não é que por uma coincidência irrelevante esses dois joguinhos que os nossos clientes esqueceram valiam uma Copa do Brasil, um torneio nacional? Aliás, Copa do Brasil é uma taça que os vices só conhecem por fotografias e que nós do Mengão já temos até repetida lá na Gávea. Para que não haja qualquer mal entendido sobre esse ponto peço respeitosamente aos bacalhaus que não deixem de assistir aos vídeos comprobatórios desse título logo abaixo.
Prova 1:
Prova 2:
Nesses tempos modernos em que o STJD permite a dopagem, desde que feita sem má intenção, já estava mais do que na hora do Flamengo mandar às favas os seus arraigados princípios morais e aderir ao dopping. Não se animem, maconheiros de plantão, no nosso caso o dopping é apenas moral e não químico. Como está cientificamente comprovado que precisamos de uma taça em disputa para garantir uma vitória no domingo, a prodigiosa, criativa e bem vestida torcida do Flamengo já resolveu o problema. Contando com a expertise de milhares de heróicos rubro-negros que exercem a importante e ecológica função de técnicos em coleta de materiais recicláveis, a torcida mandou fazer uma taça que será entregue ao vencedor do jogo de domingo.
O Troféu Freguês, o primeiro troféu ecologicamente correto do Brasil foi confeccionado com 7.029 garrafas PET, uma garrafa PET para cada dia em que o vasquinho não vence o Flamengo em uma decisão. O projeto original do Troféu Freguês utilizaria apenas 1641 garrafas PET, representando quantos dias o bacalhau está sem ganhar qualquer título. Mas a competência e velocidade dos técnicos em coleta rubro-negros fizeram com que a oferta de matéria prima superasse as expectativas e então se resolveu aumentar a homenagem. Ainda bem que esses sacanas flamenguistas não resolveram comemorar também os 39.842 dias em que o bacalhau está sem titulo mundial. Ia faltar garrafa na cidade. Zoação Podcastônica
Nessa sexta-feira os malas do Bola nas Costas me ligaram cedo pra caramba pra pilhar ainda mais o clássico dos milhões. Desconfiei na hora que era alguma traíragem. Mas só depois que eu atendi que descobri que o JC, o blogueiro bacalhau, também tinha caído no 171 dos caras.
Ainda bem que desde moleque que a gente aprende que o flamenguista não tem medo de morrer, então caímos dentro. Ouve aí a radiola e diga na moral: quem venceu esse combate de gogó?
Mengão Sempre

Baú do Urubu
Atendendo aos pedidos de nossos seletos assinantes e aproveitando a proximidade de mais uma bacalhoada compulsória, o Urublog orgulhosamente reprisa um video pela primeira vez em sua exitosa história. Dando prosseguimento aos eventos da semana do Clássico da Zoação fiquem mais uma vez com a sóbria, imparcial e precisa locução de Arnaldo Taveira para a conquista épica de um dos inúmeros e inesqueciveis vice-campeonatos do bacalhau imundo diante do avassalador, impositivo e 100% sangue-bom Flamengo.
E não podemos esquecer de mandar aquele abraço especial da Torcida FlaManguaça pro querido Helton Frangueiro, nosso camarada. Valeu, Helton! Valeu, Joel! E valeu, Euricão, manezaço-aço-aço.
Mengão Sempre
Arthur Muhlenberg é carioca e publicitário. Entre seus mais importantes prêmios estão o gol de Rondineli em 78, os 6 x 0 na cachorrada, o sacode no Liverpool no Mundial Iinterclubes, o golaço de Pet no quarto Tricampeonato Carioca e o Pentacampeonato Brasileiro.