Grandezas
O que é que faz um clube ser grande? Logicamente que suas conquistas no campo desportivo são importantes, assim como o patrimônio e, principalmente, a sua torcida. Essas são as maneiras mais elementares e objetivas de se avaliar a grandeza de um clube. Na hora de se comparar dois clubes aquele que tem mais títulos, mais torcida e mais patrimônio já tem meio caminho andado para ser considerado maior que o outro.
Mas existe um aspecto subjetivo na análise do tamanho de um clube que nem sempre é percebido pelo observador mais afoito, falo da atitude desse clube perante os desafios e os obstáculos que a vida coloca no seu caminho. A maneira como se comportam seus atletas, dirigentes e torcedores é que forma a imagem, e por que não dizer, o caráter de um clube.
O choro constante, a covarde intimidação aos árbitros, o absurdo favorecimento nos tribunais de exceção e a crença ilógica em uma superioridade artificialmente construída na mídia são indícios mais que eloqüentes das reais dimensões de um clube. Esse padrão de comportamento acaba sendo mimetizado pelos seus torcedores que preferem justificar os fracassos do seu time dentro das quatro linhas à inverificáveis conspirações ou à nebulosas manobras nos tapetões que historicamente sempre os beneficiaram.
Nesse sentido, o torcedor do Flamengo tem a plena consciência de que hoje à noite enfrentaremos um clube muito pequeno em patrimônio, minúsculo em títulos e microscópico em atitude. Pode-se até dizer que o adversário tem uma boa equipe, das melhores desse campeonato, mas a postura adotada pelo seu treinador, torcedores e dirigentes é a maior prova de suas ínfimas dimensões diante do descomunal e avassalador Flamengo.
Acidentes acontecem e pode até ser que uma vez ou outra o acaso e a impiedosa lei das probabilidades façam com que um pequeno seja capaz de vencer um grande. E todos nós concordamos que são essas incongruências que fazem do futebol um esporte apaixonante. Mas felizmente tais acidentes não acontecem todos os dias e isso explica o fato do Flamengo não perder pro minúsculo alvinegro há exatos 1247 dias.
Disse uma vez um sábio cujo nome agora me escapa que a justiça desportiva está para a Justiça assim como a musica militar está para a Musica. A presepada encenada ontem no STJD confirma a veracidade desse aforismo. No tapetão a bola não rola, a torcida não pode comparecer e ninguém entende as regras. Nesse campo o Flamengo vem perdendo de goleada pro pequeno rival. Mas no gramado do Maracanã, palco maior das glórias rubro-negras, a história tem sido outra. E hoje à noite o Flamengo e sua incomparável torcida tem tudo para aumentar ainda mais essa justíssima escrita.
Que vença o melhor, ou seja, que vença o Flamengo.
Mengão Sempre
Cartola vai bancar o ingresso
Na Rodada Especial do fantasy game Cartola FC, nesta quarta-feira, os torcedores do São Paulo
Após os dois clássicos regionais, os primeiros colocados nas ligas de seus times ganharão ingressos para assistir a partidas do São Paulo, Palmeiras, Flamengo e Botafogo.
O ganhador da Liga do Botafogo ganhará ingresso para o jogo Botafogo x Palmeiras dia 05/09;
O ganhador da Liga do Flamengo ganhará ingresso para o jogo Flamengo x Figueirense dia 05/09;
O ganhador da Liga do Palmeiras ganhará ingresso para o jogo Palmeiras x Goiás dia 09/09;
O ganhador da Liga do São Paulo ganhará ingresso para o jogo São Paulo x Santos dia 16/09.
Boa sorte pra quem é do jogo.
Mengão Sempre
Baú do Urubu
Já que a cachorrada não sai daqui vamos mostrar um video legal, do tempo em que a torcida do Buátafogo ainda tinha coragem de botar a cara no Maraca. Eu se que o video é velho mas é só pros Rubro-Negros mais jovens não acharem que a torcida deles sempre coube em duas Towner. Vamos reconhecer, nos anos 80 eles quase lotavam 4 kombis.
Mengão Sempre
Assim Falou Zarathrusta
Um astuto e próspero capitalista já disse que um dos melhores negócios que podem existir no mundo especulativo é comprar um botafoguense pelo que ele realmente vale e vende-lo pelo preço que ele acha que vale. Se fosse possível, tal operação produziria uma lucratividade obscena dada a distância interplanetária entre os dois valores. Mas essa é uma negociação que deve ficar restrita ao campo das hipóteses, já que não há no mundo quem queira comprar um botafoguense, por sua absoluta inutilidade.
Reza a tradicional etiqueta rubro-negra que não devemos perder muito tempo com nossos pequenos rivais municipais cuja razão maior da existência é tentar morder os calcanhares do colosso Flamengo sem jamais verdadeiramente ameaça-lo em sua tranqüila, incontestável e longeva supremacia futebolística.
Infelizmente vivemos tempos terríveis, que miseravelmente confirmam as profecias de Friedrich Nietzsche sobre o eclipse de todos os valores e o surgimento na arena do (então) futuro de irmandades nacionalistas bárbaras com o único objetivo de roubar os não-irmãos.
O filósofo de A vontade de potência e A gaia ciência olhou dois séculos à sua frente e o que viu foi uma violenta mudança de costumes e um total desprezo às tradições e ao conhecimento acumulado durante as gerações predecessoras. Ainda que não tenha feito uma menção específica às torcidas organizadas ou ao bando anacéfalo de cronistas esportivos e seus métodos vândalos de motivação, o quadro que Nietzsche pintou com pinceladas fortes em suas viagens proféticas revelou uma época onde já não há espaço para a verdade e nem para a boa educação, nem mesmo no âmbito desportivo.
Tinha razão o visionário alemão pois vivemos mesmo tempos inomináveis. Alguns de nossos melhores fregueses, os torcedores da camisa sem cor, em especial aqueles que se abrigam por trás de seus crachás na crônica esportiva carioca, onde são maioria absoluta e relativa (aberração demográfica inexplicável), insistem em usar de todos os subterfúgios do beletrismo para mascarar a realidade, distorcer fatos e construir uma imagem virtual do time do Botafogo que não guarda qualquer relação com o que os 11 vagabundos fantasiados em preto&branco tem mostrado nos gramados. Melhor nem falar nas práticas antidesportivas do dopping e da intimidação aos árbitros, coisas próprias de timinhos e que já se tornaram a marca do moderno e bem administrado Buáátafogo.
Através da ironia, da alusão, do uso de metáforas ou simplesmente chorando como qualquer torcedor do Bosta se especializou em fazer essas penas de aluguel insistem na falácia de que o Bosta é o melhor time do país como se os resultados mostrados no placar ao fim das partidas nada significassem. Ora, que bosta de país seria o Brasil se o seu melhor time nacional tivesse como principal característica a capacidade comprovada de peidar pateticamente na hora em que a chapa esquenta. Inconseqüentes ao dano que tal declaração traz à Verdade, os bostajornalistas repetem esse insulto aos fatos por qualquer me-dá-cá-aquela-palha. Isso já não é apenas mau jornalismo, é anti-nacionalismo!
Aos nossos opositores agrada dizer que a torcida do Flamengo é messiânica, sebastianista e desconectada da realidade fática, mas os rubro-negros aprendem desde criancinha que os títulos, lauréis e honrarias no futebol se conquistam apenas dentro das quatro linhas gramadas. Se por motivos óbvios o Flamengo ainda não pode reivindicar o posto de melhor time do país, é mais que evidente que deve aproveitar o encontro que o destino marcou para quarta-feira para recolocar as coisas em uma perspectiva mais comprometida com a realidade.
Não é sequer preciso lembrar de que a cachorrada incapaz não nos vence há mais de 3 anos e que nos últimos 18 encontros conosco voltaram pra casa chorando com suas tristes bandeirinhas enrroladas e escondidas sabe-se lá onde.
O Flamengo tem consciência que deve mostrar para aquela minúscula torcida e para a míope imprensa alvinegra que o campeão carioca de 2007, o Bi Campeão da Copa do Brasil, o Penta Campeão Brasileiro, o Campeão Sul Americano e Mundial é o melhor time do pedaço até prova em contrário.
Mengão Sempre
Juventude Transviada
Lava roupa todo dia, que agonia…
Sem sacanagem, a vitória de ontem foi tão previsível, tranqüila e sem percalços que a gente fica até sem assunto pra escrever o protocolar texto pós-jogo. Sei que algumas pessoas que se dizem rubro-negras apesar da visível da ausência de certas fibras indispensáveis ao exercício pleno do rubro-negrismo dirão que o Flamengo não está em condição de tirar onda com ninguém, mas até esses esquisitões hão de convir que o time de Caxias é muito café-com-leite. Ganhar deles ontem foi como roubar doce de criança, pescar com bomba ou jogar final com o bacalhau, fácil demais. Se alguém tinha duvidas sobre o resultado deve procurar um psiquiatra botafoguense rapidinho e pedir uma receita azul daquelas bolinhas de cafeína.
Foi 4 x 0, mas poderia ter sido, sem nenhum exagero, uns 8 ou 9. O Flamengo desfilou seus majestosos uniformes (ontem com os números da camisa escrotinhos demais, por que mudaram o que tava bom?) pelo relvado do Maraca sem tomar conhecimento da presença dos liliputianos gaúchos. Era um tal de virar bolas de uma lateral para outra, longas atrasadas de bola no ponto-futuro, jogadinhas tramadas com bola de pé em pé, entre outras demonstrações públicas de pouco caso com o adversário, que surpreendem, mas muito agradam à torcida. Em certos momentos parecia até treino de ataque contra defesa.
Tivemos um público razoável já que os previdentes e auto-sustentáveis flamenguistas preferiram guardar dinheiro pra promoção do Nescau do jogo de domingo. E se existe no Brasil uma classe econômica que dá show de administração e sabe fazer milagres com os minguados orçamentos que dispõem, essa classe é a dos rubro-negros. Apesar da relativamente pequena afluência da torcida tivemos a presença de gente que há muito não dava as caras. Caso do Léo Moura Reloaded que ontem se criou como há muito não fazia e também do Juan, que apesar estar em melhor fase que seu companheiro de avenida também pegou uma moleza ontem que deve ter feito muito bem ao seu ego. E que golaço que ele marcou, daqueles de fechar os olhos na cama e não conseguir dormir relembrando o lance.
Não podemos deixar de falar no Maxi e sua tranqüila consolidação como titular da equipe. O argentino não se importa em errar, ele parte pra cima mesmo e tem corrido o suficiente pra sorte o ajudar e está sempre bem colocado. Obina, que aos poucos (muito aos poucos) vai perdendo aquela aparência de toucinho defumado tem carisma e sempre que pega uma defesa maternal como a de ontem costuma deixar o dele. Sejamos imparciais, Obina é foda.
A sexta-feira tá linda, o Rio amanheceu sorrindo. Dia perfeito pra ler o jornal na praia e fazer resenha no pé-sujo. Domingo vamos continuar nossa odisséia. O jogo é importante demais e decisivo pra abandonarmos definitivamente a maldita Zona onde estamos desde o mês passado. A torcida certamente proporcionará mais um recorde de público e renda e vai transformar o Maraca naquela festa vermelho e preta que a cidade e os adversários já conhecem muito bem. Quem não for vai perder. Vamo lá, Mengão!
Mengão Sempre
Arthur Muhlenberg é carioca e publicitário. Entre seus mais importantes prêmios estão o gol de Rondineli em 78, os 6 x 0 na cachorrada, o sacode no Liverpool no Mundial Iinterclubes, o golaço de Pet no quarto Tricampeonato Carioca e o Pentacampeonato Brasileiro.