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Blog do Torcedor do Flamengo

Blog do Torcedor
  1. 10/07/2007

    Baú do Urubu

    Festa no Rio de Janeiro, o Flamengo voltava de Montevideo com a Taça Libertadores da America debaixo do braço. A imagens de 81 a festa da torcida no aeroporto e mostram também o respeito que Zico dedicava a torcida. Atençao para as palavras proféticas de leandro, o maior lateral direito da história.



    Mengão Sempre

  2. 09/07/2007

    Night Cap

    É isso aí, amiguinhos, o assunto é longo e a noite é curta. Vamos fechar o loja agora. Amanhã estaremos de volta pra mais cornetadas. Fiquem com a Robertinha e tenham uma noite de paz.



    Mengão Sempre

  3. 09/07/2007

    Ney Franco - Explorando os limites da paciência humana.


    Deve ser dura, muito dura, a vida dos cada vez mais raros defensores do polêmico técnico ipatinguense do Flamengo. Mesmo pros mais teimosos fãs do enigmático retranqueiro já não está sendo possível manter a antiga pose. Pois ninguém agüenta mais escutar os únicos argumentos dessa turma às críticas pela pífia campanha que o Flamengo vem fazendo no Brasileiro: a Copa do Brasil 2006 (cujos créditos devem ser divididos com Waldemar), a Taça Guanabara e o Carioca de 2007.

    Não há motivo para se diminuir o mérito de tais conquistas, mas, cá entre nós, há que se relevar que um desses títulos foi conquistado sobre o nosso cliente preferencial, o eterno vice, uma equipe incapaz de nos tirar títulos, outro sobre o simpático tricolor suburbano, o inofensivo Madureira e outro sobre o não tão simpático alvinegro, a versão século XXI do Ameriquinha, time médio que nada, nada e morre na praia. Em última análise, vencer esses adversários é quase que uma obrigação estatutária no Flamengo, não servindo portanto de salvo-conduto para justificar as perigosas experiências de miniaturização do colosso Flamengo que o estrategista mineiro vem promovendo à revelia da herança genética do clube.

    Os resultados obtidos até agora por esse Flamengo-nano que Ney Franco quer nos empurrar goela abaixo no Brasileiro já deveriam ser suficientes para que se desistisse definitivamente dessa experiência desumana que vem torturando impiedosamente milhões de pessoas dia a dia. Mas, sabe-se lá por que, Nei Franco continua a fazer o papel de um Dr. Mengele caboclo que tenta exterminar algumas das mais caras tradições rubro-negras, como a busca incansável pelo gol e a incapacidade de jogar fechadinho esperando uma chance de contra-ataque.

    Ney Franco já extrapolou os limites da paciência porque seu mineirismo, sua impassividade diante dos abismos dão a impressão que não sabe o que é o Flamengo, que não o compreende em toda a sua grandeza e complexidade cósmica. Será que ele não entendeu que o Flamengo é uma superpotência e que não cabe e nem jamais caberá nesses esquemas vietcongues de guerrilha? O Flamengo é muito grande para armar emboscadas, a história nos prova que sempre triunfamos pela força e pela coragem.

    Ney Franco parece ser tão matreiro e perspicaz, porque em um ano de trabalho ele ainda não consegue entender o Flamengo? E entender o Flamengo é tão simples. Não é preciso ser um iniciado em rituais secretos ou desvendar conhecimentos arcanos. O Flamengo é simples porque aos simples pertence e deles se constitui a maior parte de sua massa. Basta estar atento aos sinais.

    Ney Franco, a torcida já deixou bem claro que quer o seu (dela) Flamengo de volta. O Flamengo que pode até não vencer, mas que luta até o último segundo. Ney faça o dever de casa, ouça o Hino do Flamengo todos os dias antes de sair para o serviço. Os sinais são muito evidentes e não há motivo para serem mal interpretados. A torcida quer de volta o Flamengo que vibra, o Flamengo que é fibra. Ney será que para você é tão difícil assim entender o significado da frase Vencer, vencer, vencer?

    Até os mais robotizados dos stormtroopers das brigadas Neyzistas já começam dar sinais de que perceberam o inconfundível aroma da mussarela derretida tomando conta do ambiente. Fica cada dia mais claro que quem critica a espúria ipatinguização do Flamengo está preocupado com o futuro da Nação Rubro-Negra e não comparando coleções de figurinhas. Portanto vamos esquecer a CB, a TG e o Carioca e olhar para frente.

    A discussão tem que ser qualificada sob o risco de se tornar apenas mais uma campanha pela substituição de um técnico por outro. Essas quarteladas no Flamengo costumam ter resultados desastrosos. O protocolo do futebol brasileiro é implacável: técnico que perder 3 partidas seguidas vai pro ovo. Ney Franco já empatou 5, ou seja, já perdeu 10 pontos, um a mais do que 3 derrotas provocariam. Podemos até não concordar administrativamente, mas tradição é tradição. Tem que respeitar. Se empatar mais duas não precisa nem esperar pelas 3 derrotas. Do jeito que tá é que não pode ficar.

    Mengão Sempre

  4. 09/07/2007

    Obina não dá mole nos treinos!


    Cheio de apetite pra voltar ao time, Obina tem buscado a excelência física dentro e fora de campo. Robertinha, a Musa do Mengão, afirma:
    - Obina é mau. Pega um, pega geral.

    Mengão Sempre

  5. 09/07/2007

    Pra começar a semana em alto astral



    Mengão Sempre

  6. 08/07/2007

    As origens obscuras da frase Uma Vez Flamengo, Sempre Flamengo.


    Você já parou pra pensar em que mente poderosa e onisciente se teria cunhado a frase que traduz a nós rubro-negros como torcedores, e por extensão, como seres humanos, com tamanha exatidão? Uma Vez Flamengo Sempre Flamengo. Uma frase tão perfeita e lapidar que desde 1936 suas vinte e oito letras, ao lado dos nossos escudos, chancelam todos os documentos oficiais do Clube de Regatas do Flamengo.

    Quem teria sido o redator capaz de tão perfeita oração? Que poder de síntese, que capacidade de concisão. Certamente um imortal da Academia, ou quem sabe um estudioso da alma humana. Muita gente pensa que Lamartine Babo, um músico que torcia para o Ameriquinha, pudesse ser capaz de criar o lema imortal que expressa a inevitável perpetuidade do nosso amor ao Mais Querido. Pensam errado. Há também os românticos que pensam que é uma daquelas frases que nascem da voz rouca das ruas e arquibancadas, talvez, quem sabe, de uma boca desdentada de um poeta popular trajado com o Manto Sagrado. Mas os românticos erram também.

    Felizmente para a memória e para as futuras gerações de rubro-negros essa frase histórica e imortal tem autor conhecido, ainda que não reconhecido na proporção justa ao tamanho de seu feito. Seu nome é Júlio Silva e merece todas as nossas homenagens. O pernambucano e rubro-negro de quatro costados Júlio Silva já teria seu lugar reservado na História brasileira por ser o criador e mantenedor desde 1919 do famoso Bloco do Eu Sozinho, que não foi criado pelos Los Hermanos. O original bloco de carnaval composto de apenas uma pessoa. Que era ele mesmo, Júlio Silva , vestido com uma camisa listrada e uma calça de cetim,conduzindo seu micro-estandarte.

    Em 1929, Júlio Silva era dirigente do Flamengo, responsável pelas então chamadas divisões inferiores. O Flamengo participaria de certame ao lado dos grandes clubes do Rio onde além da performance esportiva seria também premiada uma frase que melhor identificasse cada clube. Júlio Silva não delegou a tarefa e de lápis em punho fez a tradução definitiva do estado de alma de quem professa a religião vermelha e preta. A sua frase vencedora ficou quase tão grande quanto o próprio clube que a inspirou: Uma Vez Flamengo, Sempre Flamengo.

    Júlio Silva faleceu em 1979, sem deixar continuador em seu bloco, presente em todos os carnavais cariocas desde o ano de 1919 até os anos 70. Mas a sua contribuição aos ritos da paixão flamenga ultrapassou as barreiras do tempo. Uma Vez Flamengo, Sempre Flamengo tornou-se a frase de abertura de nosso hino e mantra oficial da maior torcida do sistema solar, repetida bilhões de vezes ao redor de todo o planeta. Missão cumprida, Júlio Silva.

    Mengão Sempre



  7. 07/07/2007

    Flamengo, destruidor de mitos.



    Que o time do Flamengo é nota 5, quase 6, todo mundo já sabia. A novidade para muita gente foi constatar a fragilidade, a inoperância e a previsibilidade do time do São Paulo. Todos viram que o São Paulo é um time de uma jogada só, com um ataque anêmico e poucos indícios de vida inteligente no meio de campo. Em 90 minutos a saltitante equipe dos alagadiços do Morumbi foi incapaz de tramar uma jogada criativa, de uma troca de passes elaborada, de um lampejo de inteligência. Muito pelo contrário, o incensado e dito um dos melhores times do país restringiu-se a monótonos e ineficazes cruzamentos chuveirados na área. A zaga rubro-negra, impecável, neutralizou com tranqüilidade as patéticas e mal executadas imitações do futebol bretão em que o São Paulo lusamente insistiu.

    Enquanto o tricolor paulista decepcionou por não corresponder as artificiais e exageradas expectativas criadas sobre si o Flamengo brindou a torcida com belas surpresas. Diego, ainda motivo de preocupação pra muita gente mostrou que esse ano passado no banco o fez crescer como profissional. Está visivelmente mais maduro e melhorou muito na reposição de bola. Na espetacular defesa da falta cobrada pelo Rogério achei que até os braços de Diego cresceram, foi muito pontinha de dedo.

    Outra agradável surpresa foram os laterais reservas Luisinho e Egídio. Luisinho jogou fácil, apoiou com consciência e marcou com seriedade. Ao contrário do Léo Moura, Luisinho tem um extraordinário sentido de cobertura e não deixou a zaga na roubada em nenhum momento. Léo Moura que se cuide. Egídio esteve mais tímido e não aproveitou o espaço que teve pra apoiar, mas defensivamente foi muito bem, temos que relevar que o Manto pesa muito.

    Nei Franco é cheio de defeitos, mas temos que reconhecer que sabe armar uma retranquinha eficaz. Podemos até argumentar que é esse seu duvidoso talento pra armar timinhos o maior dos seus defeitos, mas que no primeiro tempo o ferrolho neizista funcionou, isso ninguém pode negar. Durante os primeiros 45 minutos o Mengão simplesmente não deixou a bambizada jogar, marcou forte na saída de bola, encurtou o espaço no meio campo e se não fosse o pé torto do Paulinho em dois lances capitais era 2 x 0, mole. Israel vai fazer muito bem a esse rapaz, e a nós também. Hosana!

    No segundo tempo o Flamengo veio cansado do vestiário, um hábito que já está ficando preocupante. É evidente que temos problema com a preparação física na Gávea. Todo mundo viu que o time prega. Nei Franco ficou lá paradão com aquela cara de quem tá esperando o pão de queijo assar assistindo o Flamengo entregar o meio de campo ao São Paulo e na única substituição tira Leonardo, que ao menos se movimenta e comprovadamente não é fominha, pra botar o inacreditável Gérson Magrão. Magrão é um fenômeno de regularidade, erra absolutamente todas as jogadas que tenta. Detesto dar veredictos definitivos sobre jogadores, mas esse cara não tem a menor condição de jogar no Flamengo.

    Tivesse o Flamengo mais pulmão e sairia sábado do frio e desértico estádio paulista com uma importante vitória. Foi por muito pouco. É verdade que o resultado não nos serviu, mas pelo menos desmistificamos essa lenda criada pela deslumbrada imprensa paulista de que o São Paulo é grande coisa. Pode ser até um modelo de administração, é ponto também discutível, mas dentro das 4 linhas é um timinho fraco e sem graça, no mesmíssimo nível de todos nesse Brasileiro e que não empolga ninguém. Nem aos seus simpatizantes que proporcionaram a ridícula assistência de 17 mil pagantes, público inferior a qualquer um dos 3 Flamengo x Madureira disputados esse ano. Deve ser horrível ser um time sem torcida.

    Mengão Sempre

  8. 07/07/2007

    Meio-Tempo

    A coisa não está tão feia quanto se previa. O Flamengo tá jogado direitinho, marcando bem e só tá dando mole de prender muito o jogo no nosso campo defensivo.

    Pra quem tava com medo dos laterais reservas foi uma agradável surpresa, Luisinho e Egidio estão dando conta do recado. Luisinho mais maduro, tá jogando fácil no apoio e não deve nada ao Léo Moura, cruza mal igual a ele. Egidio ta sentindo as 30 toneladas do Manto, normal pra quem vem de exilio no Paraná Clube e não se soltou no apoio além de dar algumas entregadas bisonhas. Mas os dois marcam muito melhor que Leo Moura e Juan, não dá nem pra comparar.

    Paulinho, errando passes demais, foi o destaque negativo no primeiro tempo. Perdeu gol feito e cruzou imbecilmente uma excelente bola no finzinho que merecia maior capricho.

    Se o Souza não entrar na área vai ficar dificil marcar gol hoje. Se o Mengão der uma apertada na marcação e correr um pouquinho mais dá pra ganhar.

    Mengão Sempre

  9. 07/07/2007

    Sangue Rubro-Negro

    Estou surpreso com a quantidade de simpatizantes do São Paulo que tem aparecido por aqui para falar obscenidades e destilar preconceitos dos mais variados. Entre os impropérios escritos em péssimo português por essa minoria sempre transparece a inveja e o despeito que esses rapazes alegres nutrem pelo Flamengo. Melhor fariam esses simpatizantes se prestigiassem o excelente trabalho do Daniel Perrone no blog dos tricolores ao invés de vir aqui passar vergonha.

    É mesmo esquisitona essa torcida, não gostam de ser identificados como a equivalente paulista da torcida do Fluminense no quesito orientação sexual predominante, mas passaram as duas ultimas semanas discutindo em público se fulano é ou não é, assunto que todos hão de convir, deveria ficar restrito aos vestiários, à sauna ou a outras áreas íntimas do Morumbi.

    Quer ver outra esquisitice? No dia em que ganharam a Libertadores, o que seria motivo de carnaval para qualquer torcida do universo, os simpatizantes aproveitaram a presença de milhares de decoradores, paisagistas, estilistas e diretores de arte na sua horda para dar uma repaginada radical no visual da Avenida Paulista promovendo um quebra-quebra generalizado que envergonharia os hunos. Coisa de jacú, mesmo.

    Que diferença para a torcida rubro-negra. Além de ser a maior do mundo livre, a torcida do Flamengo tem noção de seu poder e o usa para causas nobres. Vejam o exemplo dos heróicos guerreiros da Fla-Sampa. Mesmo vivendo em um ambiente hostil e inóspito, cercado pelos alemães de diferentes facções os cascudos rubro negros da Fla-Sampa ainda encontram tempo para fazer o bem. Organizaram nas ultimas semanas uma campanha voluntária de doação de sangue, o Projeto Sangue Vermelho e Preto.


    Depois de salvar vidas e levar esperança a quem mais precisa a Fla-Sampa estará hoje nos alagadiços do Morumbi, incentivando o Mengão Cósmico e ensinando aos tricolores paulistas como é que se torce de verdade. Flamenguista é assim mesmo, não tem medo de morrer.



    Mengão Sempre

Arthur Muhlenberg é carioca e publicitário. Entre seus mais importantes prêmios estão o gol de Rondineli em 78, os 6 x 0 na cachorrada, o sacode no Liverpool no Mundial Iinterclubes, o golaço de Pet no quarto Tricampeonato Carioca e o Pentacampeonato Brasileiro.





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