Cuidado Cervídeos! O Urubu Está Faminto!
Independentemente dos movimentos do nervoso e imprevisível mercado de compra e venda de bondes, barangas e molambos que agita o futebol nacional o Campeonato Brasileiro não espera por ninguém. Nesse sábado o Flamengo não fugirá ao seu compromisso e seguirá em uma expedição disciplinatória até os alagadiços do Morumbi, para enfrentar o time fashion da moda, o SPFC.
Temos tudo para assistir a um embate clássico entre força e delicadeza. De um lado o time leve e saltitante do goleiro que mais se acha no Brasil. Do outro o futebol duro e sem graça do Flamengo, que não está ganhando de ninguém, mas que pelo menos não joga água fora da bacia.
Para ilustrar esse encontro entre forças tão desiguais, assista a um clássico do cinema de animação, criado e produzido por Marv Newland, Bambi Meets Godzilla( Bambi encontra Godzilla). O final tem tudo a ver com os prognósticos da maior torcida do planeta. Em resumo, somos mais o Mengão a qualquer hora e em qualquer lugar, contra qualquer um(a).
Bambi Encontra Godzilla
Mengão Sempre
Muito barulho por nada
Causa espanto aos mais sensatos o auê que parte da torcida está fazendo com a possível saída de Paulinho para um time de Israel. Eu já penso diferente, abençoados sejam os clubes da Terra Santa. Se não fosse por eles como nos livraríamos de malas como André Gomes, Whelingfton e Marcelo Moscatelli?
Tão esforçado quanto limitado técnicamente, o volante chegou ano passado, na primeira baciada de molambos que acompanhou Nei Franco do Ipatinga para a Gávea. Aguerrido, Paulinho sua mesmo a camisa e por isso a torcida tem muita simpatia por ele mas nem nos seus melhores momentos (algumas atuações raçudas e pouco inspiradas no Brasileiro 2006 e no Carioca 2007) no Flamengo chegou a ser uma referência.
Fala sério, futebolisticamente o peso atômico do Paulinho é quase zero. Aluno aplicado da mesma não-escola de Jorginho, Da Silva e outros botinudos que aprenderam a roubar uma bola mas não sabem o que fazer com ela nos pés.
Não quero parecer ingrato mas dada quantidade volantes que infestam o elenco rubro-negro e a péssima fase que Paulinho atravessa, ele não vai fazer a menor falta. Quer ir pra Israel? Um abraço, Mazal Tov pra ele!
Mengão Sempre
Baú do Urubu
Em 1987 Zico, Bebeto e Renight ensinaram como depenar uma franga no Mineirão. Uma vitória épica do Mengão em direção ao Penta. Um dos maiores jogos de todos os tempos.
Mengão Sempre
Como o Flamengo se tornou O Mais Querido do Brasil.

Apesar de sabidamente possuir, desde 10 mil anos antes do nada, a maior torcida do universo, o Flamengo só conquistou o reconhecimento oficial de sua superioridade nos corações brasileiros em 1938, quando o Jornal do Brasil e a Água Mineral Salutaris promoveram um concurso para eleger através dos votos de seus torcedores o time mais querido do Brasil. Ao clube vencedor, que conquistaria o direito de ostentar o apodo – O Mais Querido do Brasil, caberia ainda uma belíssima taça de prata lavrada que ficou exposta durante meses na vitrine da La Royale, uma das joalherias mais elegantes da Avenida Central.
Espantoso como naquela época as coisas eram diferentes. A Mui Heróica e Leal Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro ainda não tinha um milhão de habitantes, o Jornal do Brasil era tido como o jornal das donas de casa graças aos minúsculos anúncios classificados que orlavam sua primeira página e a água mineral Salutaris vendia mais que a Coca e a Pepsi juntas. As coisas eram tão diferentes naquele tempo que os cabeças-duras que torciam pro time da colônia imperialista ainda tinham culhões pra enfrentar o Flamengo.
Movidos pela cobiça, os estrátegos do serviço de inteligência vascaína imaginaram então uma maneira considerada infalível de vencer o Flamengo: comprariam os exemplares do Jornal do Brasil que traziam os cupons para a votação diretamente da mão dos jornaleiros que os vendiam pelas ruas naqueles tempos de pouquíssimas bancas de jornal. Além disso, o bacalhau contava com os votos que seriam provavelmente acumulados pela plêiade de carroceiros, garrafeiros e burros-sem-rabo vascaínos que monopolizavam o mercado de jornal velho e outros materiais recicláveis da então Capital Federal.
Mas o Flamengo dessa época já era o Mengão Cósmico que arrastava pequenas (comparativamente aos dias de hoje) multidões onde quer que se apresentasse. Com um timaço liderado pelo infernal Leônidas da Silva, o Homem de Borracha da Copa da França e Diamante Negro do Brasil, os visionários torcedores do então quarentão Flamengo já tinham consciência de que faziam parte de uma elite futebolística destinada a triunfar como os maiores do mundo.
Enquanto o nosso bacalhoesco rival apostou tudo no abuso do poder econômico e no traço poupador tão presente na personalidade do povo luso para vencer a disputa, os jovens entusiastas do Flamengo contaram apenas com a coragem e a inteligência para vencer a batalha do tostão contra o milhão. Durante meses as torcidas se mobilizaram para aquele civilizado duelo. Cada clube fazendo tudo que estivesse ao seu alcance para conseguir mais votos.
O Vasco organizou festas, rifas e quermesses e angariou fundos para comprar edições inteiras do Jornal do Brasil. No Flamengo não foi diferente, listas de subscrição foram organizadas por toda cidade e era difícil para um rubro-negro em 1938 tomar um cafezinho sem que alguém lhe pedisse uma contribuição para ajudar o Flamengo a vencer o Vasco. Ao fim de cada dia, sócios, diretores e torcedores faziam a conferência de sacos e mais sacos com nossos votos que se amontoavam na garagem de barcos em nossa sede no antigo 22 da Praia do Flamengo. Mas por mais que o Flamengo fizesse restava sempre a impressão de que não havia como o Flamengo vencer aquela briga. O Flamengo juntou 200 mil votos mas o Vasco deveria ter juntado mais ainda.
Mário Filho, em seu magnífico Histórias do Flamengo destacava: “Todo português aprendeu a guardar desde menino, a fazer seu pezinho de meia. Se alguém tivesse dúvida sobre a vantagem que o Vasco levava, deixaria de duvidar logo que abrisse o Jornal do Brasil, um dia depois de uma apuração. O Vasco estava na frente, longe. Se o pessoal do Flamengo passava pela La Royale para ver a Taça Salutaris ao lado das jóias mais caras, também o pessoal do Vasco passava por lá. O Flamengo namorava a taça, o Vasco não namorava mais a taça, noivava com ela. Valia uns quinze contos, só de prata. E era uma obra de arte, de gosto português. Por isso mesmo é que o Vasco fazia tanta questão de ficar com ela. Em Santa Luzia ela estaria em casa, na garage do Flamengo daria a impressão de uma coisa fora do lugar.”
No dia da apuração final o Vasco liderava a disputa com uma vantagem de mais de 60 mil votos. Conforme o regulamento, os votos deveriam ser entregues na própria sede do Jornal do Brasil, na Avenida Central. Usando a mais pura picardia carioca os líderes do Flamengo ocuparam a porta da sede do jornal. Convenientemente disfarçados com botões do Vasco na lapela e aportuguesando a voz recebiam os sacos de votos que a torcida do Vasco entregava confiante em uma vitória que seria consagradora. Chegavam votos do Vasco que não acabavam mais e ali mesmo na porta do JB eram entregues inocentemente nas mãos de um rubro-negro de bigodes e botão do Vasco na lapela que os passava rapidamente para outro rubro-negro que entrava com os votos no prédio do jornal.
Se os votos já estivessem preenchidos para o Vasco iam diretamente para as latrinas do Jornal do Brasil, se estivessem em branco eram carimbados para o Flamengo e se somavam ao nosso bolo. Em pouco tempo todas as privadas do Jornal do Brasil estavam entupidas e os votos pro bascu que continuavam a chegar começaram a ir pro fundo do poço do elevador.As torcidas se reuniram na frente do JB e no fim da tarde foi colocado um cartaz na porta do jornal: Não se recebem mais votos. A apuração começou contando os votos do Vasco. Quando o Flamengo passou na frente a torcida explodiu como se estivesse no field da Rua Paysandu comemorando um goal de Nônô. Os vascaínos começaram a sair de cabeça baixa, sem compreender como fora possível perder pro Flamengo. A Taça Salutaris foi levada em triunfo pelos rubro-negros até a sede do Flamengo e está até hoje na nossa sala de troféus na Gávea.
No dia seguinte, o presidente do Vasco recebeu uma encomenda expressa enviada por alguns torcedores rubro-negros. Um lindo penico embrulhado para presente onde se lia Taça Salutairis. Dentro do penico vários votos do concurso carimbados para o bascu e os botões de lapela.Foi assim que o Flamengo tornou-se O Mais Querido do Brasil.
Mengão Sempre
Repelentes de Tricolor
Como o sistema de comentários tem sido constantemente visitado por torcedores hostis de irmandades bárbaras não muito chegadas à fruta vamos falar de um assunto que muito os desagrada: mulher. Quem sabe assim esses esquisitões voltam pros seus blogs de origem.
Da mesma maneira que a cada ano que passa o Campeonato Brasileiro fica mais difícil e equilibrado, no tira-teima das musas o nível tem aumentado de ano pra ano. Todo mundo ainda lembra da Robertinha Portela, um avião em forma de gente que foi a musa do Mengão e ganhou o Campeonato Brasileiro de Mulher Boa 2006 com vários corpos de vantagem.
Esse ano o Mengão também está fortíssimo e vem pra disputar o Bi com 3 candidatas que também estão pintando como inesquecíveis. Devido às múltiplas qualidades das concorrentes ainda não consegui decidir em qual votar. Todas elas possuem os predicados imprescindíveis para bem representar a maior torcida do planeta e o resultado dessa eleição vai ser decidido nos detalhes. Posteriormente, quando estiver munido de maiores informações, retomaremos esse importante assunto. Conheça as 3 musas do Mengão:
Gabriela Braz
A mais marketeira, fotografou bem com o bandeirão.
Renata Trotta
Como a disputa é longa, ela aposta no preparo físico.
Fernanda Cardia
Está no sapatinho mas tem muito potencial.
Recordar é Viver
Uma palinha da Robertinha pra espantar a arco-íris de vez.
Mengão Sempre
A galinha escapou com vida.
É sempre chato quando não ganhamos de um freguês tão tradicional como a galinha mineira mas até que dessa vez não podemos reclamar muito. Vamos reclamar então só um pouquinho.
Talvez os especialistas sejam capazes de explicar para ignorantes como eu o que o time do Flamengo fez durante os 17 dias em que tirou folga do Brasileiro. Se Nei Franco e nossos jogadores usaram esse tempo para treinar eles conseguiram disfarçar muito bem durante o jogo dessa quarta. Parecia até que era a primeira vez que aqueles caras vestidos de vermelho e preto se viam, aliás, muitos deles se cumprimentaram e se aplaudiam durante o jogo várias vezes sem qualquer motivo aparente. Parecia até que estavam jogando bem pra caramba.
Jogaram mal, mas conseguiram um resultado não vergonhoso, face à duríssima realidade da tabela. Em condições normais de temperatura e pressão o Flamengo costuma chacoalhar a galinha mineira sem maiores cerimônias. Mas não podemos esquecer que o elenco do Flamengo é uma bomba-relógio com o timer rodando, a qualquer momento qualquer jogador pode sair e o pré-jogo foi muito tumultuado pelas forças econômicas.
Nós até poderíamos alegar em defesa do time que eles arrancaram um empate na casa do adversário, etc e tal, mas depois de constatar a fragilidade e a falta de iniciativa da galinha mineira em seu próprio terreiro fica no ar a dúvida se não seria obrigação moral do Flamengo esquartejar a ave categoricamente. Rolaram várias chances para isso acontecer e não aproveitaram.
Diego, que era o grande temor da Nação, trabalhou bem e fez algumas defesaças. Um bom trabalho desperdiçado bisonhamente no pênalti idiota do Paulinho. O resto do time não teve destaques positivos e pra falar mal da mulambada existem outros blogs por aí. Prefiro celebrar a sorte do Leonardo que meteu aquele golzinho carambolado aos 45 do segundo. Na moral, ainda não sei se ganhamos ou perdemos 2 pontos. A verdade é que a galinha escapou. No Maraca a gente esfola ela.
Mengão Sempre
Meio Tempo
Que pelada enjoadinha esse primeiro tempo. É assustador ver o Léo Moura com a 2, o Léo Lima com a 11 e o Léo Medeiros com a 10, todos juntos no mesmo dia, dá até medo.
O melhor momento do jogo foi quando Renato deu olé de corpo e mandou a bicuda ali pelos 18 minutos, passou perto.
Mas o melhor momento da transmissão foi o Baú do Esporte que mostrou o Mengão operando a galinha no Maraca na final do Brasileiro de 80. Aliás, parabéns pro Duda Magalhães, o cara do CEDOC que tá mandando muito bem nesse trabalho de pesquisa e recuperação dos grandes momentos do futebol brasileiro.
Pra ver se mudamos o destino desse joguinho triste de hoje, vamos relembrar mais uma coça histórica que o Urubu aplicou no Atretz em 1979.
Mengão Sempre
O Rolo Bruno
Muito difícil avaliar o que está acontecendo nesse caso do Bruno. Difícil porque ninguém sabe na real o que a MSI, que é a dona dos direitos federativos do Bruno, pretende fazer para ter o maior lucro possível com o atleta. Na quinta feira o Bruno falou comigo lá na Gávea e disse que tava muito difícil continuar, pois havia uma proposta do Barcelona. Ele então disse que preferia não ir porque se o Barcelona o contratasse o emprestaria imediatamente para outro clube de menor expressão o que não tornava a proposta tão atrativa.
Um dos caras que mais vive os bastidores do clube me disse que essa estória de Barcelona era caô do Uran pra levantar o salário do Bruno, e depois que o Flamengo concordou em dobrar o salário do goleiro tudo parecia fazer sentido. Mas essa parada do Bruno abandonar a concentração 24 horas antes do jogo complicou tudo. A tarde de ontem foi repleta de desmentidos e confirmações e o Uran agora diz que nunca houve proposta da Europa e que o Bruno foi pra casa da mãe dele com o consentimento do Nei Franco porque não poderia jogar sem contrato. A diretoria só se manifestará após o jogo. Uma beleza, um show de informação desencontrada.
Na quinta feira, o Bruno até que tentou dar uma tranqüilizada na torcida, mas sem muita convicção. Agora que já sabemos de tantas estórias contraditórias fica difícil acreditar na sinceridade do cara. Veja e tire suas próprias conclusões.
Mengão Sempre

Estréia Tumultuada
É chato pra caramba estrear o Urublog sem ter uma notícia maneira pra dar, mas a vida é mesmo assim. O rubro-negro não tem medo de morrer e, pelo menos aqui, vai ter que agüentar discutir um pouco as péssimas notícias que tem chegado da Gávea.
Essa parada que o Flamengo deu no Brasileiro não foi legal. Desconcentrou o grupo, estacionou o time la na parte de baixo da tabela e instalou no elenco um clima de fim de festa fora de hora. Renato Saci assinou pré-contrato com time das árabias, Renato Augusto se mandou pro Canadá com a seleção sub-20, Bruno no sai-não-sai e vários outros probleminhas foram os assuntos da última semana.
É verdade que trouxeram o Biancucci, mas até quem tá botando fé na excelência genética da família Messi já sabe que vai ter que esperar até a janela pra jogadores estrangeiros se abrir em agosto pra saber se o Biancucci é um argentino bom de bola mesmo ou se não passa de mais um paraguaio procurando sombra e água fresca no Rio.
Rola também a lenda que o Ibson quer jogar no Flamengo. Difícil acreditar que um cara que ganha 100.000 doletas todo mês vai querer ficar aqui no Brasil pra ganhar menos e qualquer economista de porta de botequim vai dizer que o Flamengo não pode onerar a sua folha salarial dessa maneira. Mas também existe outra lenda que diz que no Flamengo, com exceção dos juniores, ninguém ganha menos de 50 paus por mês. Se for mesmo assim que a banda toca é melhor que venha logo o Ibson e se dispense 4 perebas quaisquer pra pagar o salário dele.
Mengão Sempre
Arthur Muhlenberg é carioca e publicitário. Entre seus mais importantes prêmios estão o gol de Rondineli em 78, os 6 x 0 na cachorrada, o sacode no Liverpool no Mundial Iinterclubes, o golaço de Pet no quarto Tricampeonato Carioca e o Pentacampeonato Brasileiro.